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Archive for abril \30\UTC 2010

Pão nosso de cada dia: elementos

abril 30, 2010 2 comentários

Daqui a pouco, logo após algumas doses simpáticas e generosas de qualquer coisa que contenha álcool, o meu Manifesto.

Na sequência, leitura dramática do cordel futurista que ainda não tem nome e versa sobre impossibilidades necessárias, no estilo ultra-fantástico-e porque não fanático (?). Ele é na verdade um tratado sobre a fé e faz parte do Manifesto.

Pra finalizar – reiniciando, um brinde a Dionísio! Uau! Dionisio’s Party!! Até pra sempre.

Porque há vida em mim.

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Da obrigatoriedade de ser e as implicações do nada

abril 16, 2010 3 comentários

– E se eu não quiser ser?

– Não seja.

– Mas não ser implica ser outra coisa e eu quero ser nada.

– Seja nada!

– Mas…

– Mas coisa nenhuma. Seja nada e acabou. Aliás, palavra bonita essa, não? Nada, nada. Muito bonita.

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Mundos em dois tempos

abril 9, 2010 2 comentários

Folhas e folhas para imprimir letra. E num despretensioso início de noite, no início de mais uma semana sem nenhuma promessa de novidade, a gentileza apresentou-se mansa e despretensiosa como a noite daquele dia. Ela lhe abriu mundos. Melhor, revelou que tinha as chaves que dão acesso aos tantos mundos daquela mulher. Acariciou seus sonhos, conversou com seus medos e alimentou seus prazeres mortos reabilitando-os de uma vez por todas. Em dois tempos lhe fez o bem que uma existência não fora capaz de dar conta. E voltou para seu mundo sem pretensão de repetir-lhe o milagre.
Agora sentada no alto da grande pedra, a mulher aprecia as possibilidades desses mundos que não terão outra chance. Mundos que foram feitos para existir em dois tempos, naqueles dois tempos apenas. Sentada no alto da grande pedra ela  imprime letras no ar.

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