Primeirão de 2011
Remoendo, acariciando, conversando com coisas que só têm significado e importância pra mim.
Os números de 2010
Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Mais fresco do que nunca.
Números apetitosos

Um duende das estatísticas pintou esta imagem abstracta, com base nos seus dados.
A Torre de Pisa tem umas escadas com 296 degraus até ao topo. Este blog foi visitado cerca de 1,100 vezes em 2010. Se cada visita fosse um degrau, já teria subido a Torre de Pisa 4 vezes
In 2010, there were 16 new posts, growing the total archive of this blog to 48 posts. Fez upload de 4 imagens, ocupando um total de 207kb.
The busiest day of the year was 12 de março with 25 views. The most popular post that day was E, ponto..
De onde vieram?
Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram marianamiranda.wordpress.com, mail.live.com, qualquersemelhanca.wordpress.com, orkut.com.br e maibonfim.blogspot.com
Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por peter blake, doar sangue, margarida friorenta, afrodescendente e frases curtas
Atracções em 2010
Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.
E, ponto. julho, 2009
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Que bloco é esse? janeiro, 2008
11 comentários
O Jornalista Josias Pires fala sobre a relação entre mídia e cultura popular agosto, 2007
6 comentários
Para que existe arte? agosto, 2007
3 comentários
Frases curtas, desejos profundos setembro, 2008
1 comentário
Novo post
Na verdade eu queria uma nova vida. E é preciso que se diga: dá um trabalho escrever um troço desse!
…
“Hoje eu quero uma pausa de mil compassos”
Onde está você, Saievicz?
Pessoa que superestimo disse-me uma vez que tinha vocação para encenar tragédias. “Hécuba é sua personagem”, disse-me pra me convencer.
Naquele tempo eu sabia disso.
Por favor, devolvam meu espelho!
Quando ela foi ter com os que pastam
Das tantas coisas que se foram e das que restaram, esta que sou hoje não pode afirmar seguramente sobre o seu tempo, sobre o desposar por assalto de seu corpo e sentimentos pela fera que é este Tempo. Penso apenas que daqui pra frente e mesmo olhando para trás, pelas réstias da minha memória turva, não sei que são esses elementos que hoje me formam. Sigo apenas. E sigo como boi no meio da boiada, sem noção do futuro, tangido por um capataz tão ignorante sobre ao seu porvir, quanto eu na qualidade de boi. O hoje que caracteriza minhas lembranças e minhas vontades são estilhaços de tanta confusão, tantos desencontros, tantos sonhos que diluíram-se no meio do caminho.
Vejo imagens de boi.
Sinto-me boi
Sem mais
Continue deitado
Eu não vou embora ainda
E nós não vamos nos preocupar com as coisas para arrumar
Permita-se e deixe que eu coloque minha cabeça sobre seu peito
Entrelace suas pernas às minhas
Aqueça meus pés
E não pense no resto, não pense
Deixe que do meu coração cuido eu
Ah, aqueça meus pés
Aqueça meu meu corpo
E deixe que do meu coração cuido eu
…
Sentimentos mais profundos de minha avó para o meu avô quando eu já era viva e eles ainda viviam
Canção de ninar
… se encolheu nas suas folhas.
Lá dentro era… era ela lá dentro
Hum, hum, hum, hum, hum
uma canção que só se densenvolvia lá dentro
inaudível, imperceptível às sensibilidades outras
uma ostra, uma flor, uma canção selada.
Margô, Margô.
Essa história me faz lembrar o cheiro e o abraço apertado da pró Vera (o jeito que nossos corpos miúdos aconchegavam-se naquele corpo grande, gordo e amável), as brincadeiras na areia branca que sempre cheirava a xixi de gato e por isso as outras prós nos impediam de continuar, o cheiro e a textura da massa de modelar, os legos, as bonecas, as casinhas e carrinhos de madeira, o momento de dividir o lanchinho com os outros coleguinhas… o Tesouro das Crianças, o carinho de mainha e o café da manhã antes de ir para a escola… Mainha lendo outras histórias… Mas essa… Essa Margô…
…
Era uma vez uma margarida em um jardim. Quando ficou de noite a margarida começou a tremer. Aí passou a Borboleta Azul. A borboleta parou de voar.
- Por que você está tremendo?
- Frio!
- Oh! É horrível ficar com frio! E logo em uma noite tão escura!
A Margarida deu uma espiada na noite. E se encolheu nas suas folhas.
A Borboleta teve uma idéia:
- Espere um pouco! E voou para o quarto de Ana Maria.
-Psiu, acorde!
- Ah! É você, Borboleta? Como vai?
- Eu vou bem. Mas a Margarida vai mal.
- O que é que ela tem?
- Frio, coitada!
- Então já sei o remédio. É trazer a Margarida para o meu quarto.
- Vou trazer já.
A Borboleta pediu ao cachorro Moleque:
- Você leva esse vaso para o quarto da Ana Maria?
Moleque era muito inteligente e levou o vaso muito bem.
Ana Maria abriu a porta para eles. E deu um biscoito para Moleque.
A Margarida ficou na mesa de cabeceira. Ana Maria se deitou.
Mas ouviu um barulhinho. Era o vaso balançando. A Margarida estava tremendo!
- Que é isso?
- Frio!
- Ainda? Então já sei! Vou arranjar um casaquinho para você.
Ana Maria tirou o casaquinho da boneca. Porque a boneca não estava com frio nenhum. E vestiu o casaquinho na Margarida.
- Agora você está bem. Durma e sonhe com os anjos.
Mas quem sonhou com os anjos foi Ana Maria. A Margarida continuou a tremer.
Ana Maria acordou com o barulhinho.
- Outra vez? Então já sei. Vou arranjar uma casa para você!
E Ana Maria arranjou uma casa para Margarida. Mas quando ia adormecendo ouviu outro barulhinho.
Era a Margarida tremendo. Então Ana Maria descobriu tudo.
Foi lá e deu um beijo na Margarida. A Margarida parou de tremer.
E dormiram muito bem a noite toda. No dia seguinte Ana Maria disse para a Borboleta Azul:
-Sabe Borboleta? O frio da Margarida não era frio de casaco não!
E a Borboleta respondeu:
- Ah! Entendi!
Mil coisas e uma boca
As revistas eu leio de trás para frente
Antes que eu esqueça: você, infelizmente, vai ter que morrer
A partir de já outra música, não mais aquela irá repetir-se incessantemente no meu radinho
Os temas que dão norte aos recortes das revistas que leio de trás para frente serão outros
Viva a Pop Art
E minha natureza tornar-se-á, mais uma vez, difícil. Púrpura opção
Que venham vinhos e tablados
Você já morreu
Quem manda na minha boca sou eu
Um ano e meio em New Orleans
Sim, eu vou para New Orleans!
Antes cumprirei a promessa de fazer campanha para o voto nulo
Porque somos degredados filhos de Eva
Gemendo e chorando neste vale de lágrimas
Mas em New Orleans meu lamento terá outro tom livre e longe desse ranço
Viva a Pop Art, Peter Blake e Lichtenstein
Drácula, Popeye e Frankenstein
Gonzaga, Simone e Vaughan irão comigo para New Orleans
Assim mesmo: contraponto e contra-senso


